A sustentabilidade é um ponto focal no ecossistema da inovação e um dos temas dominantes nos armazéns do Cais Mauá, onde se realiza até esta sexta (6/5) o South Summit. Embora cada vez mais demandadas por consumidores e investidores preocupados com o futuro do planeta, as soluções sustetáveis criadas e desenvolvidas por startups precisam de iniciativas como a que ocorre à beira do Guaíba para conquistar o seu espaço.

Em meio a muitos empreendedores que visitam o evento, Felipe Consalter, 30 anos, um dos fundadores e CEO da Athena Agro, buscava conexões. A startup com sede na Fazenda Nova Esperança, em Cacique Doble, no Noroeste gaúcho, foi criada em 2018 e desenvolve soluções para a identificação de pragas através de inteligência artificial. Atualmente, busca clientes anjos – como são conhecidas as grandes empresas e clientes que firmaram parcerias com as startups para o desenvolvimento do projeto – para aprimorar a tecnologia.

“A sustentabilidade é um dos pilares da Athena. É a base fundamental, principalmente no setor do agronegócio”, afirmou. Segundo o empreendedor, um de seus grandes objetivos é promover a redução do uso de defensivos na produção. O seu projeto utiliza uma arquitetura base de inteligência artificial e de redes neurais para identificar as pragas através de imagens utilizando a própria câmera do celular. Ao identificar a praga, o produtor recebe recomendações de como combatê-la Concomitantemente, a empresa contratante ganha acesso a um mapa de incidência das pragas na região, podendo criar um plano de ação de forma mais eficiente para reduzir os custos da produção geral e com defensivos menos lesivos ao meio ambiente.

Marcos Antonio Amorim Filho, 34 anos, também foi ao evento para criar relações com clientes e investidores. Ele é um dos fundadores da Data Ocean, que utiliza uma plataforma de dados para descomplicar a gestão de transportadoras, com redução de custos e ganho de eficiência.

“O setor de transporte é um dos principais emissores de CO² no país. A ineficiência dele é gigantesca. Em média, 40% do transporte roda com caminhões vazios, simplesmente por ineficiência de logística. Como temos acesso a todos os dados do transporte, calculamos qual é a emissão de CO² e a conectamos com empresas de crédito de carbono, para que as transportadoras neutralizem ali o CO²”, disse. “Então são duas formas que coloboramos para a maior sustentabilidade no setor: uma, possibilitando a compensação do crédito de carbono e, outra, ao trazer mais inteligência, de rota, de logística, de eficiência, a gente diminui a quantidade de veículo transportando de maneira desnecessária e ineficiente”, acrescentou.

Criada em dezembro de 2020, a startup já passou por um processo de aceleramento, na qual é cedido um percentual em troca de investimento e a capacitação dos empreendedores, além de receber um aporte de venture capital do Vale do Silício. Tem cerca de 100 clientes na base das transportadoras.

Texto: Giovanni Disegna/Secom
Edição: Secom



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